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O hacker, a Doyen, o Sporting e o FCP

O hacker, a Doyen, o Sporting e o FCP

Através de uma plataforma denominada «football leaks», começa-se a divulgar informação contratual sigilosa de entidades como a Doyen ou a Gestifut. As revelações, por exporem determinados esquemas mais ou menos lícitos, têm consequências posteriores, como as multas de milhões de euros do fisco espanhol a jogadores ligados a Jorge Mendes. O artista em causa que fazia esse trabalho sujo, denominado na gíria por hacker, o que mais não é do que um invasor e ladrão informático, será português e, aproveitando-se dos dados que tinha à sua disposição, terá chegado mesmo a chantagear a Doyen – naquele que foi um dos seus alvos principais numa fase inicial -, exigindo pagamentos para não revelar mais informações na internet (é garantido, pelo menos, que o hacker estabeleceu contacto com a Doyen).

Quem também se sentiu alvo inicial do Football Leaks foi Bruno de Carvalho e o Sporting. Tendo o presidente leonino chegado a prometer que o homem por trás das revelações seria preso. Mas em Janeiro de 2016, o próprio Football Leaks tinha isto a dizer de Bruno de Carvalho: «Hoje em dia Bruno de Carvalho está bem mais comedido, porque terá finalmente visto as verdadeiras intenções do Football Leaks». Sabendo-se que o hacker era capaz de estabelecer ligações com as suas “vitimas”, é igualmente provável, altamente provável, que as suas “vítimas”, tivessem esse desejo e intenção e vendo nisso uma oportunidade, até porque o hacker havia demonstrado ser motivado pelo vil metal, pudessem usar esse contacto para usar o hacker a seu favor, pagando-lhe para o efeito.

Perante isto, eis quando, em Outubro de 2016, Bruno de Carvalho, optando por não marcar presença num jogo da equipa principal do Sporting contra o Famalicão, marca viagem para a Hungria, mais concretamente a Budapeste, cidade onde o agora famoso hacker residia. Com o pretexto de ir à festa de inauguração do novo estádio do MTK Budapeste (digamos que é um pretexto, no mínimo, suspeito). Poucos meses depois, em Abril de 2017, o FCP dá início à ofensiva e-mails, com a divulgação inicial de uma cartilha escrita por Carlos Janela que o Benfica enviava a comentadores afectos ao clube e, logo de seguida, com a primeira investida à oferta de bilhetes por parte do Benfica, no caso ao presidente da APAF [aqui logo explorada em grande detalhe pelo propagandista máximo do Sporting nas redes sociais, o Mister do Café: note-se que a fórmula foi sempre esta, ao FCP e a Francisco Marques, no Porto Canal, cabia as honras de lançar os e-mails para o ar descontextualizados e em forma de uma narrativa anti-Benfica que o próprio FCP decidia atribuir-lhes e, logo de seguida, os avençados sportinguistas nas redes sociais logo pegavam com grande ânimo nas acusações feitas e ajudavam a propagar a mesma narrativa, às vezes, inclusive, partilhando outras informações que ainda não eram do conhecimento público).

Este ataque inicial de Abril foi o teste do algodão: pela reacção dos visados, o FCP soube que os e-mails que lhe tinham entregue eram, pelo menos parcialmente, verdadeiros. Não tardou por isso que em Maio de 2017, no mês seguinte, surpresa das surpresas, as direcções que até então não se gramavam de Sporting e F.C.Porto (direcções que alguns fingem tratar como impolutas, não existisse Cashball e não tivesse existido Apito Dourado), constituíssem uma aliança nunca vista [uma aliança que tinha outra linha de ataque ao Benfica: a das claques, usando os pontas-de-lança do Sporting e do FCP no IPDJ e na Comissão de Instrutores da Liga, que culminou na palhaça das últimas semanas em que, num timing espectacular e na sequência da decisão do e-toupeira, logo saíram duas decisões distintas a tentar colocar o Benfica a jogar dois jogos à porta fechada, mas sobre isso já falei o essencial por aqui).

Dito isto, o que aconteceu a seguir é público. Sendo ainda assim de registar que até no início desta época, num modus operandis em tudo semelhante ao do hacker do football leaks, foram inclusive revelados os novos contratos de jogadores do Benfica, só do Benfica, nomeadamente os de Castillo e de Ferreyra, para nos desestabilizar.

As peças deste puzzle, do mais vergonhoso caso de espionagem industrial e roubo de informação sigilosa ocorrido em Portugal – com flagrante prejuízo, não só para o Benfica, mas sobretudo para a verdade desportiva -, começam finalmente a encaixar. Seja a PJ capaz de fazer o seu trabalho.

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